segunda-feira, 6 de abril de 2009

Balançou e caiu


Minha gente, o Celso Roth balançou, balançou e finalmente caiu. Digo finalmente não porque concorde, mas porque fica praticamente impossível permanecer no cargo com a torcida pegando no pé o tempo todo. A diretoria gremista afirma que a rescisão foi consensual, mas o treinador tratou de desmentir e ainda disse que foi obrigado a escalar todos os titulares no Gre-nal. A intenção de Roth, que nunca escondeu de ninguém priorizar a Libertadores, era escalar um time reserva, já que na terça enfrenta o Aurora pelo torneio continental. O que me impressiona é que Roth sempre foi contestado pela torcida e alguns dirigentes, apesar de ter levado o Grêmio com um elenco limitado a segunda colocação do Brasileiro e a classificação para a Libertadores em 2008. Vou logo avisando que eu não sou fã do técnico por achá-lo conservador e extremamente duro tanto com jogadores quanto com a imprensa, mas não dá pra falar mal de sua ultima passagem pelo Imortal. Fico imaginando como deve ser difícil trabalhar em um clube sofrendo tamanha pressão diariamente. Pior ainda quando a pressão é injusta.

A torcida do Grêmio estava reclamando do Roth, mas acho melhor se preparar porque pode pintar Renato Gaúcho no comendo da equipe. Alguém aqui acha o Renato melhor do que o Celso?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Agora sim Brasil


A Seleção Brasileira fez seu dever de casa e venceu o Peru por 3 a 0, mas o mais importante foi ver a mudança de postura da equipe. O Brasil explorou bem as subidas do Daniel Alves pela direita e, principalmente no primeiro tempo, pressionou a equipe adversária tanto que o goleiro Júlio César nem tocou na bola. A volta de Kaká foi importante e deu mais mobilidade e velocidade ao meio-de-campo, mas por outro lado Robinho não jogou bem. Isso ocorre também porque o atacante brasileiro costuma cair pela esquerda onde o lateral Kleber, apesar de ter um excelente passe, não apóia muito. O resultado é que Robinho fica muito sozinho. Já na direita acontece exatamente o contrario, Daniel Alves é um lateral ofensivo que conta com a ajuda do apoiador Elano na armação e justamente por isso as principais jogadas da seleção sairam por esse setor. Na frente Luis Fabiano continua jogando bem, fazendo gols e merece ser o titular da posição. O atacante bateu muito bem o pênalti e no segundo gol, onde estava em posição de impedimento, mostrou faro de artilheiro colocando a bola no canto sem chances para o goleirão peruano. Porém, o Brasil só fez uma partida razoável, ainda mais se formos levar em consideração a fraqueza do adversário que também não contava com Farfan e Pizarro, seus dois principais jogadores. E já vou logo avisando, salvo alguma exceção, o Brasil não vai dar espetáculo durante essas eliminatórias até porque não há tempo para treinar e adquirir um entrosamento mínimo. Acho até que o técnico Dunga não aproveita bem o tempo que possui com o time, pois, em vez de ficar dando aqueles rachões que não servem de nada, poderia pelo menos treinar jogadas ensaiadas. Mas tudo bem, pra completar o dia a Argentina tomou um sapeca de 6 a 1 da “poderosa” Seleção Boliviana, na altitude de La Paz. E olha que o Maradona, técnico da seleção, apoiou abertamente a Bolívia contra o veto da FIFA para jogos acima de 2.500m. Se arrependimento matasse...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Não exagera Robinho


O Robinho deu uma declaração no site Globoesporte.com dizendo:

- É mais difícil jogar contra o Peru do que contra a Argentina. A Argentina sai para jogar e deixa mais espaço. O Peru, não. Eles ficam atrás o tempo inteiro, chutando bola para o alto, jogando só para se defender. Isso complica ainda mais. Mas a gente espera ganhar mesmo com todas as dificuldades que vamos enfrentar.

Tudo bem, eu entendi que ele quis dizer que sempre é mais difícil jogar contra times que só se defendem, mas dizer que é mais fácil jogar contra a Argentina já é um exagero. O atacante só podia estar sonado quando falou isso. Então beleza, vamos fazer uma perguntinha básica:

Contra quem você prefere jogar a final de um torneio, Argentina ou Peru?

Pelo amor de Deus, se Brasil e Peru se enfrentassem dez vezes a Seleção Brasileira ganharia umas sete partidas. Ainda mais em Porto Alegre. Já contra a Argentina eu não sei não!

Glória do desporto nacional


Sempre é muito difícil comparar times neste início de ano no Brasil até porque os campeonatos estaduais têm níveis técnicos diferentes. Com exceção ao Campeonato Paulista, a maioria dos campeonatos nos grandes centros do país tem mais ou menos o mesmo nível. Porém, neste momento, eu arriscaria dizer que o time que mais me enche os olhos é o Internacional-RS, para alegria do meu grande amigo e torcedor fanático Mario Araujo. O colorado vem jogando um futebol de muita técnica e explorando o que o elenco tem de melhor, a velocidade. Nilmar e Taison vêm fazendo uma dupla de ataque que aterroriza os adversários e isso é facilmente visto tamanha a quantidade de goleadas no Campeonato Gaúcho. A dupla não guarda posição se revezando pelos lados do campo e confundindo as zagas adversárias. Mas o melhor é que o Inter vem praticando um futebol ofensivo e bonito de se ver. Nilmar inclusive vem fazendo belos gols, o ultimo contra o Juventude dando um balão no zagueiro e completando de primeira para a rede. Foi uma pintura que poderia perfeitamente ser assinada por Zico ou Maradona. Vejam bem, eu não estou aqui querendo dizer que o atacante colorado tem o futebol desses dois, mas sim que o gol foi do nível desses dois mestres. O que a torcida do Inter tem que entender é que nem todo jogo será vencido com espetáculo. É preciso admitir que a competitividade vem sempre em primeiro lugar. Afinal, não adianta nada fazer uma campanha sensacional e perder justamente o ultimo jogo, ainda mais se for para o grande rival grêmio. Mas me parece que o técnico Tite tem total noção disto, o que já é meio caminho andado para as vitórias. Até porque gol de bunda vale o mesmo que o golaço do Nilmar. Infelizmente.

Pra quem ainda não viu o golaço do Nilmar é só clicar AQUI e apreciar!

terça-feira, 31 de março de 2009

Que Brasil é esse?


A Seleção Brasileira fez um jogo ridículo contra o Equador, em Quito. Dunga tem que agradecer aos céus por ter arrumado esse empate de 1 a 1 tamanho foi o massacre durante todo o jogo. Ou melhor, tem que agradecer ao goleiro Júlio César que defendeu até pensamento. Tudo bem que a altitude de 2.800m dificulta bastante, que estávamos desfalcados do Kaká, mas nada justifica uma atuação apática, sem interesse da nossa seleção. Até parecia que o jogo não valia nada. Nenhum dos setores funcionou. A defesa deu a impressão de estar apavorada, dando bicões pra cima e, apesar de jogar recuada, errou sistematicamente. O nosso meio-de-campo não marcou e nem atacou, tanto é que o símbolo desse setor foi Ronaldinho Gaúcho que não fez nada, ele simplesmente assistiu ao jogo de graça e ainda por cima de dentro do campo. Já o ataque é o menos culpado até porque Robinho e Luis Fabiano ficaram isolados justamente pela ineficiência na criação. O que eu não entendo é por que o técnico Dunga não substituiu o sonolento Ronaldinho logo no intervalo. O jogo estava sendo travado na força física, na velocidade e Júlio Baptista tem os dois de sobra. Além disso, Baptista está atuando na Roma como titular, está em forma e vem sendo o destaque do time italiano, tanto é que bastou o primeiro lance para se deslocar e fazer 1 a 0. Mas, como dizia antigamente, uma andorinha não faz verão. O Brasil não segurou a pressão e tomou o gol de empate aos 43 minutos. Depois desse jogo nós só podemos tirar duas conclusões... A primeira é que falta mais contato da seleção com a torcida brasileira, os jogadores precisam sentir esse clima de Copa do Mundo, de rivalidade. Ta faltando tesão mesmo. E a segunda é mais fácil de perceber ainda, Júlio César é o maior goleiro do mundo tem um tempo já e não se discute mais isso.

Agora o Brasil vai enfrentar o lanterna Peru no estádio do Beira Rio, em Porto Alegre. Teoricamente um jogo mole, em que a seleção tem a obrigação de ganhar e ganhar bem. Mas toda a mídia falava isso também nos jogos em casa contra Bolívia e Colômbia, e deu no que deu. Dois empates bisonhos de 0 a 0. Nesta altura do campeonato meus amigos eu já estou torcendo mesmo é por uma vitória por qualquer placar. O importante é classificar pra Copa de 2010, na África do Sul, e acertar a seleção com treinamentos intensivos na preparação, para, aí sim, tentar jogar bem. Já nas eliminatórias, como diria Murici Ramalho, técnico do São Paulo, quer ver espetáculo vai pro Municipal.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A pergunta que não quer calar


Se o Nilmar jogasse em São Paulo o lobby em torno de sua convocação para a Seleção seria tão grande quanto o do Keirrison?

Eu tenho certeza que sim e vc??

Frases de efeito

Nem tudo no futebol é sério, por isso rersolvi colocar aqui algumas pérolas de jogadores e dirigentes. Rir faz bem pra saúde pessoal:

"Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG." (Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando em excursão à Europa)

"Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana." (Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico)

"Que interessante, aqui no Japão só tem carro importado." (Jardel, ex-atacante do Grêmio)

"As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe." (Dunga, em entrevista ao programa Terceiro Tempo)

"Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja." (Jardel, ex-atacante do Grêmio)

"O novo apelido do Aloísio é CB, Sangue Bom." (Souza, meio-campo do São Paulo, em uma entrevista ao Jogo Duro)

"A partir de agora o meu coração só tem uma cor: vermelho e preto." (Jogador Fabão, assim que chegou no Flamengo)

"Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol." (Jardel, ex- jogador do Vasco e Grêmio, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito)

"A bola ia indo, indo, indo... e iu!" (Nunes, jogador do Flamengo da década de 80)

"Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu." (Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72)

"Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola." (Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo)

"No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias." (Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos)

"Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe." (Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção)

"O meu clube estava a beira do precipício, mas tomou a decisão correta, deu um passo a frente." (João Pinto, jogador do Benfica de Portugal)

"Na Bahia é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar." (Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano)

"Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático." (Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians)

"O difícil, como vocês sabem, não é fácil." (Vicente Matheus)

"Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão." (Vicente Matheus)

"O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável." (Vicente Matheus, ao recusar a oferta dos franceses)

E a última, é literalmete "clássica" do muito acima citado Jardel... Antes de um Grenal, em 1995, fora perguntado qual seria o resultado do jogo. E ele, sem titubear, respondeu: "... amigo, jogo assim não tem favorito não! Clássico é clássico e vice-versa!..."

quinta-feira, 26 de março de 2009

A marcação vai chegar


Ronaldo fez dois gols no empate de 2 a 2 entre Corinthians e Ponte Preta, sendo que o segundo foi com um drible curto, um golaço bem ao estilo futsal. Mas o que me chama a atenção é como todos os zagueiros tem medo de tocar no Fenômeno, de chegar duro. Vejam bem, eu não estou fazendo aqui nenhuma apologia a favor da violência no futebol, nada disso. Só que futebol é um esporte de contato físico, que jogar com virilidade e fazer uma marcação forte fazem parte do jogo. E as faltas normais de jogo, que acontecem sem maldade, são comuns em qualquer lugar do mundo, inclusive nos principais campeonatos europeus. Sinto que todos os jogadores adversários tem receio de marcar o Ronaldo com força, afinal ninguém quer ser rotulado como o jogador que terminou a carreira do Fenômeno. Mas com o passar do tempo esse medo tende a terminar e aí vamos ver como o Ronaldo reagirá a marcação. Até por que ninguém vai querer perder campeonato e na reta final tudo fica mais competitivo. Pra vocês verem o volante Deda da Ponte Preta saiu irritado no final do jogo e disse:

- O Ronaldo me chutou sem bola. Se fosse o contrário, eu seria expulso e levaria um gancho gigantesco - disse o jogador, na saída de campo, à Rádio Jovem Pan.

Deda afirmou também que o atacante do Corinthians está sendo protegido pela arbitragem:

- Estão blindando o Ronaldo. O time que enfrentar o Corinthians já sabe que não poderá encostar no Ronaldo que os juízes vão marcar falta - reclamou.

Se Deda tem a razão eu não sei, mas quero lembrar a todos que no Milan Ronaldo também fez 4 gols em 5 jogos logo que foi contratado e depois teve uma sequencia de contusões que atrapalharam seu rendimento. A vantagem de agora é que o técnico Mano Menezes tem feito uma preparação diferenciada para o craque, porém prefiro esperar pelas decisões dos campeonatos e ver como Ronaldo reage a uma marcação mais rígida.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Transação misteriosa

Eu não gosto da revista Veja, principalmente quando a publicação tem como tema a política de nosso país, mas, como o assunto é futebol, me dou o direito de reproduzir uma matéria da coluna “Panorama Radar” de Lauro Jardim. A revista mostra mais uma transação esquisita do Flamengo, como se o time estivesse nadando em dinheiro. Do jeito que está, a torcida Rubro-negra vai ter que viver a base de Lexotan. Segue abaixo o texto:

Foi descoberto um depósito nebuloso que interessa à torcida do Flamengo e, mais do que isso, à Receita Federal. Quem é o titular da conta bancária de número 680442040811 da agência do Barclays Bank, em Genebra? O Flamengo depositou ali 647.000 reais, em dezembro de 2007, a título de comissão pela negociação do meia Kléberson. O problema é que o único documento de comprovação não identifica os beneficiários. Fala apenas em uma empresa, a Deporte Marketing Ltd, que não existe oficialmente no endereço citado, em Londres. A Deporte também não é credenciada junto a FIFA para intermediar jogadores.

E agora??

MP investiga CBF mais uma vez


Se em um amistoso contra Portugal, em que o Brasil passeou, já está dando nisso, imagina como vai ser na Copa do Mundo de 2014? Mas tudo bem, a CBF só está sendo coerente com a corrupção em todas as esferas do nosso país. O texto abaixo foi retirado do blog do jornalista Juca Kfouri e reproduzo abaixo. Engulam mais essa:

O repórter Gabriel Castro, da CBN-Brasília, revelou ontem que o contrato que resultou no jogo amistoso, em novembro passado, no Distrito Federal, entre Brasil e Portugal, e que terminou com a goleada brasileira por 6 a 2, está sob investigação do Ministério Público.

Um contrato de R$ 9 milhões.

Tudo porque o contrato, assinado pelo governador José Roberto Arruda e por uma tal Vanessa Almeida Preste, além do secretário de Esportes do governo do DF, foi feito com uma empresa aparentemente fantasma, a Ailanto Marketing Ltda, de Vanessa Preste e de Alexandre Rosell.

A Ailanto foi registrada pelo advogado Eduardo Duarte, apontado como laranja do banqueiro Daniel Dantas pela Operação Satiagraha, e não tem nem sequer telefone. O governador José Roberto Arruda preferiu não se manifestar e a CBF disse desconhecer qualquer intermediação para jogos da Seleção Brasileira, cujos direitos são da empresa ISE, com sede nas Ilhas Cayman.

É interessante lembrar que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira já se viu em maus lençóis por causa de operações semelhantes que redundaram em duas CPIs.

E que um dos membros do Comitê Organizador da Copa do Mundo no Brasil, o advogado Francisco Mussnich, não só advogou para o banco Opportunity de Daniel Dantas como é namorado da irmã do banqueiro.

Alexandre Rosell, citado na reportagem como dono da Ailanto e ligado a ISE, é mais conhecido como Sandro Rosell, ex-presidente da Nike no Brasil quando a empresa passou a patrocinar a Seleção Brasileira, ex-vice-presidente do Barcelona e íntimo amigo de Ricardo Teixeira.

Que tristeza!!!