terça-feira, 28 de abril de 2009

Nada definido

A final do Estadual continua totalmente em aberto, mas desta vez o Botafogo foi ligeiramente melhor do que o Flamengo. Tudo isso porque o técnico Ney Franco adiantou a marcação do meio-de-campo e não deixou o Rubro-negro dominar o setor e articular as principais jogadas. Maicosuel infernizou a defesa Rubro-negra sempre caindo pelos lados, jogou aproveitando as subidas dos alas do Flamengo e dessa vez nem o raçudo Willians conseguiu pará-lo. Já o Flamengo não jogou bem devido a péssima exibição de Léo Moura que não acertou um lance e ainda perdeu um gol na cara do goleiro Renan quando o jogo estava 1 a 0 para o Time da Gávea. Sem falar no ataque que jogou mal com Zé Roberto, que não entrou em campo, e Emerson, que ficou isolado. No segundo tempo com as inesperadas contusões de Maicosuel e Reinaldo o Flamengo foi pra cima, e conseguiu o empate graças à vontade de Willians e o azar de Emerson, zagueiro do Botafogo. Ou seria sorte do Flamengo? Por via das dúvidas eu, se fosse o Emerson, iria me benzer urgentemente.

Alguns botafoguenses reclamaram que o Flamengo só empatou o jogo por causa das contusões de Maicosuel e Reinaldo. E o pior é que foi diagnosticado estiramento grau dois em Maicosuel, o que o tira dos gramados por pelo menos três semanas. Enfim, o Botafogo vai ter que se virar no jogo decisivo da final sem o principal jogador do campeonato. Mas isso não serve como desculpa. Hoje em dia ter um elenco de maior e melhor qualidade geralmente faz a diferença. O Botafogo desde o começo sabia que se Maicosuel, Reinaldo e Vitor Simões se contundissem dificilmente teria peças de reposição a altura destes titulares. E meus amigos, futebol é um esporte de contato e contusões acontecem. Justamente por este desfalque eu acho que o Flamengo tem um pequeno favoritismo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A defesa não é o melhor ataque

A final da Taça Rio, vencida pelo Flamengo com justiça, foi um duelo tático já esperado. O técnico Cuca colocou o volante Willians para fazer marcação especial em Maicosuel, que é o principal articulador do meio-de-campo Alvinegro, e assim anular o ataque do time de Ney Franco, matando a jogada em sua origem. O que eu não esperava era que o Botafogo jogasse recuado esperando uma brecha para encaixar um contra-ataque, situação que até aconteceu no primeiro tempo justamente porque Maicosuel levou vantagem sobre a marcação. Já no segundo tempo, Willians levou vantagem e foi então que o Flamengo dominou não somente a posse de bola, mas também as ações ofensivas. No final do jogo, ficou pairando aquela pergunta no ar: Se o Botafogo era o único que poderia ganhar o campeonato naquele jogo por que jogar de forma tão recuada? Afinal, pro Alvinegro perder de 1 a 0 e perder de 10 a 0 não mudaria nada, só deixaria o Campeonato Carioca como já está. Eu, definitivamente, tentaria surpreender o Rubro-negro jogando no ataque, que, na verdade, sempre foi o forte do Glorioso neste Estadual.

Não esperem que no primeiro jogo da final o panorama mude muito, até porque nenhum dos dois times vai se arriscar ao ataque e correr o risco de levar um placar que não possa ser revertido na segunda partida. Mas podemos torcer por um dia mais feliz tecnicamente de ambos os times, o que não aconteceu na final da Taça Rio.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Dinheiro ou felicidade?

Adriano pediu o boné e está de férias por tempo indeterminado e por causa desta atitude foi rotulado de maluco, alcoólatra, drogado, doente e por aí vai. O que eu me pergunto é qual é o problema do Adriano desistir da fama e do dinheiro? Afinal, realmente o dinheiro não traz felicidade, apesar da sociedade não acreditar nisto. Por ter escolhido a favela ao invés da Itália, os amigos sinceros ao invés dos interesseiros e o chinelo ao sapato o atacante vem sendo tachado de louco, mas louca mesmo é a sociedade que impõe como padrão de felicidade o dinheiro e a fama. Tudo aconteceu muito rápido para Adriano, que saiu da Vila Cruzeiro para os campos de Milão, e não é fácil para um rapaz que veio da pobreza digerir tudo isso na sua vida. Esta é a prova sincera e inocente de que a felicidade geralmente está na simplicidade.

O empresário do jogador, Gilmar Rinaldi, foi conversar com a Inter de Milão sobre a rescisão do contrato. A Inter planeja terminar o contrato de forma amigável, sem que Adriano receba nada e, tampouco, pague qualquer coisa ao clube. E não é que o empresário tentou negociar que o jogador recebesse parte do contrato de 5 milhões de Euros da próxima temporada. É isso mesmo que vocês leram, ele quer receber dinheiro por uma temporada que o Adriano NÃO vai jogar. Pelo amor de Deus, ou o Gilmar Rinaldi enlouqueceu ou está achando os italianos com cara de otário.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Regulamento? O que é isso?


Tem coisas que só a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ) consegue fazer. O Conselho Arbitral votou contra o próprio regulamento do Campeonato Carioca e aprovou a realização de dois jogos extras entre Volta Redonda e Cabofriense para decidir o segundo rebaixado de 2009. O Mesquita foi o ultimo colocado e já está rebaixado. O bizarro é que a regra do campeonato determinava que haveria jogos extras para decidir o rebaixado se, somente, empatassem mais de duas equipes, o que não é o caso. As equipes terminaram com os mesmos 15 pontos e quatro vitórias, porém o Volta Redonda leva vantagem no saldo de gols, que é de -4, contra a da Cabofriense, que é de -8. O impressionante é que o próprio presidente do Clube da Região dos Lagos, Valdemir Mendes, admitiu que havia um acordo entre os pequenos para que ganhasse a votação. É por essa e por outras que a FERJ acaba com a credibilidade do futebol carioca. Se antes nós tínhamos o nefasto Eduardo Viana, o caixa d’água, comandando o nosso futebol de maneira bizonha, hoje nós temos uma verdadeira cria sua, o não menos contestado Rubens Lopes. Tem gente que chama isso de desorganização, mas eu acho que tem a ver mais com esperteza mesmo. Infelizmente.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

E deu mais uma vez Flamengo e Botafogo


Nas duas semifinais do Campeonato Carioca venceu quem jogou melhor. Com uma partidaça de Maicosuel o Botafogo deu uma tremenda chinelada no Vasco de 4 a 0. Os Cruzmaltinos têm uma equipe organizada, porém, com menos valores individuais, é um time limitado tecnicamente. E isso foi preponderante para a vitória Alvinegra, pois bastou o técnico Ney Franco adiantar Leandro Guerreiro na marcação ao meia vascaíno Carlos Alberto para anular toda a criação do time de Dorival Júnior. Mas isso não quer dizer que todo o trabalho no Vasco deve ser jogado fora, muito pelo contrario, o trabalho está sendo bem feito e tem tudo para levar o time de volta à primeira divisão.

Já na segunda semifinal, o Flamengo se fartou de perder gols e só venceu por 1 a 0 uma partida que poderia perfeitamente ter o mesmo placar de Botafogo e Vasco. Josiel (que perdeu uma chance incrível), Juan (que marcou o gol e jogou muito bem), Léo Moura, Emerson e Zé Roberto tiveram chances claras de marcar e desperdiçaram. No entanto, pra mim, o melhor em campo foi Kleberson que marcou muito bem Conca e Thiago Neves, além de ter acelerado a saída de bola nos contra-ataques com muita qualidade no passe. O Fluminense perdeu o jogo porque tem um time desequilibrado. Enquanto possui excelentes jogadores do meio pra frente como Thiago Neves, Conca e Fred, também tem jogadores limitados do meio pra trás como Jaílton, Mariano, Leandro (que mão vem bem no Flu) e Wellington Amorim. Esse desequilíbrio é um convite para que os técnicos e times adversários explorem esses setores como opção tática.

Nesta final, vamos a mais um Flamengo e Botafogo, clássico que tem decidido os últimos Estaduais com muita rivalidade. Porém, o Alvinegro, desta vez, tem a faca e o queijo nas mãos, já que se vencer a final da Taça Rio conquista o Campeonato Carioca por já ter vencido também a Taça Guanabara. Caso perca, ainda terá mais os dois jogos das finais para ser campeão. Justamente por isso o Botafogo é favorito.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Que golaço!



O Wolfsburg deu uma sapatada de 5 a 1 no poderoso Bayern de Munique, pelo campeonato alemão, mas o que marcou o jogo mesmo foi esse golaço do atacante Grafite, ex-São Paulo. Como se já não bastasse os dribles desconcertantes na zaga e no goleiro o jogador ainda termina essa pintura com um belo toque de calcanhar. Gols como esse não devem ser esquecidos, assim como a cara de quem comeu e não gostou do Klisman, técnico do Bayern, após o gol.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Semifinal motivada

Finalmente teremos uma fase semifinal com os quatro grandes do Rio. E digo logo de cara que não tem favorito pra esse segundo turno. Até acho que Vasco e Botafogo estão com os times mais arrumados, com um futebol mais coletivo, mas Fluminense e Flamengo têm um elenco melhor. O Tricolor, apesar de ainda não ter feito um grande jogo, melhorou com o técnico Parreira e não se pode desprezar jogadores do quilate de Conca, Thiago Neves e Fred. Já do lado Rubro-negro também não podemos esquecer de Fábio Luciano, Ibson, Juan e Leonardo Moura. Enfim, tudo pode acontecer. Mas o que o Fluminense não esperava é que o presidente Roberto Horcades soltasse uma daquelas frases que só servem pra motivar o time adversário:

- O único time contra quem eles tremem é o Fluminense, historicamente é assim. Eles estavam doidos para perder no domingo para não cruzar com a gente na final.

Além da frase ter sido falada num momento infeliz, ela não é verdadeira, até porque se o Flamengo tremesse mesmo era só perder o ultimo Fla-Flu que não valia nada. O que se viu foi justamente o contrario, o Time da Gávea correu atrás do resultado até o final e empatou aos 48 minutos do segundo tempo. E isso com seis desfalques. Só pra lembrar, Horcades foi o mesmo que disse uma vez (na contratação do técnico René Simões) que se René tinha levado as mulheres (seleção feminina) com um neurônio só ao vice-campeonato mundial imagina dirigindo o Fluminense o que ele vai fazer. É minha gente, definitivamente Horcades está querendo competir com Pelé e Eurico Miranda pra saber quem fala mais besteira.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Balançou e caiu


Minha gente, o Celso Roth balançou, balançou e finalmente caiu. Digo finalmente não porque concorde, mas porque fica praticamente impossível permanecer no cargo com a torcida pegando no pé o tempo todo. A diretoria gremista afirma que a rescisão foi consensual, mas o treinador tratou de desmentir e ainda disse que foi obrigado a escalar todos os titulares no Gre-nal. A intenção de Roth, que nunca escondeu de ninguém priorizar a Libertadores, era escalar um time reserva, já que na terça enfrenta o Aurora pelo torneio continental. O que me impressiona é que Roth sempre foi contestado pela torcida e alguns dirigentes, apesar de ter levado o Grêmio com um elenco limitado a segunda colocação do Brasileiro e a classificação para a Libertadores em 2008. Vou logo avisando que eu não sou fã do técnico por achá-lo conservador e extremamente duro tanto com jogadores quanto com a imprensa, mas não dá pra falar mal de sua ultima passagem pelo Imortal. Fico imaginando como deve ser difícil trabalhar em um clube sofrendo tamanha pressão diariamente. Pior ainda quando a pressão é injusta.

A torcida do Grêmio estava reclamando do Roth, mas acho melhor se preparar porque pode pintar Renato Gaúcho no comendo da equipe. Alguém aqui acha o Renato melhor do que o Celso?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Agora sim Brasil


A Seleção Brasileira fez seu dever de casa e venceu o Peru por 3 a 0, mas o mais importante foi ver a mudança de postura da equipe. O Brasil explorou bem as subidas do Daniel Alves pela direita e, principalmente no primeiro tempo, pressionou a equipe adversária tanto que o goleiro Júlio César nem tocou na bola. A volta de Kaká foi importante e deu mais mobilidade e velocidade ao meio-de-campo, mas por outro lado Robinho não jogou bem. Isso ocorre também porque o atacante brasileiro costuma cair pela esquerda onde o lateral Kleber, apesar de ter um excelente passe, não apóia muito. O resultado é que Robinho fica muito sozinho. Já na direita acontece exatamente o contrario, Daniel Alves é um lateral ofensivo que conta com a ajuda do apoiador Elano na armação e justamente por isso as principais jogadas da seleção sairam por esse setor. Na frente Luis Fabiano continua jogando bem, fazendo gols e merece ser o titular da posição. O atacante bateu muito bem o pênalti e no segundo gol, onde estava em posição de impedimento, mostrou faro de artilheiro colocando a bola no canto sem chances para o goleirão peruano. Porém, o Brasil só fez uma partida razoável, ainda mais se formos levar em consideração a fraqueza do adversário que também não contava com Farfan e Pizarro, seus dois principais jogadores. E já vou logo avisando, salvo alguma exceção, o Brasil não vai dar espetáculo durante essas eliminatórias até porque não há tempo para treinar e adquirir um entrosamento mínimo. Acho até que o técnico Dunga não aproveita bem o tempo que possui com o time, pois, em vez de ficar dando aqueles rachões que não servem de nada, poderia pelo menos treinar jogadas ensaiadas. Mas tudo bem, pra completar o dia a Argentina tomou um sapeca de 6 a 1 da “poderosa” Seleção Boliviana, na altitude de La Paz. E olha que o Maradona, técnico da seleção, apoiou abertamente a Bolívia contra o veto da FIFA para jogos acima de 2.500m. Se arrependimento matasse...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Não exagera Robinho


O Robinho deu uma declaração no site Globoesporte.com dizendo:

- É mais difícil jogar contra o Peru do que contra a Argentina. A Argentina sai para jogar e deixa mais espaço. O Peru, não. Eles ficam atrás o tempo inteiro, chutando bola para o alto, jogando só para se defender. Isso complica ainda mais. Mas a gente espera ganhar mesmo com todas as dificuldades que vamos enfrentar.

Tudo bem, eu entendi que ele quis dizer que sempre é mais difícil jogar contra times que só se defendem, mas dizer que é mais fácil jogar contra a Argentina já é um exagero. O atacante só podia estar sonado quando falou isso. Então beleza, vamos fazer uma perguntinha básica:

Contra quem você prefere jogar a final de um torneio, Argentina ou Peru?

Pelo amor de Deus, se Brasil e Peru se enfrentassem dez vezes a Seleção Brasileira ganharia umas sete partidas. Ainda mais em Porto Alegre. Já contra a Argentina eu não sei não!