O Brasil saiu da Copa das Confederações como único time invicto, com o artilheiro, o melhor jogador do torneio e merecidamente campeão. Mas o que ficou mais claro é que os jogadores estão fechados com o técnico. Dunga não é nenhum primor tático, muito pelo contrario, mas não podemos negar sua estrela, além de sua liderança e carisma sobre os atletas. A Seleção Brasileira mostrou virtudes, principalmente na rapidez e organização dos contra-ataques, mas também mostrou a já conhecida deficiência contra seleções que só se defendem. É óbvio que contra equipes retrancadas geralmente o jogo é difícil para qualquer seleção do mundo e o importante nesses momentos é vencer. E temos que ressaltar o título sim, porém temos também que avaliar com olhar crítico. Então vamos lá. No gol temos Julio César, o melhor goleiro do mundo. Na sua reserva Doni vem sendo convocado constantemente e a terceira vaga fica entre Gomes e Victor. A dupla de zaga está muito bem com Lúcio e Juan, a torcida fica só para que as contusões do segundo cessem antes da Copa. Porém, Gilberto Silva, apesar de ter certa liderança e experiência, oscila muito nos jogos. Contra Egito, África do Sul e Estados Unidos Gilberto mostrou uma movimentação limitada e passes pouco produtivos, o que fez sobrecarregar Felipe Melo tanto na saída de bola quanto na cobertura aos laterais. Temos que lembrar que o volante Anderson, do Manchester United, não foi convocado por que estava contundido e pode ser uma opção para a vaga de Gilberto. Basta escalar Felipe Melo como primeiro volante, função que já exerce na Fiorentina, e lançar Anderson na de segundo volante. Mas não arranquem os cabelos se Gilberto Silva for o titular na Copa, até porque Dunga faz questão que a posição tenha um jogador forte nas bolas aéreas. Na lateral-direita estamos muito bem servidos com Maicon de titular e Daniel Alves na reserva. Já a esquerda preocupa, pois não temos um jogador que tenha agradado até o momento. André Santos teve uma tímida produção na competição e Kleber inspira menos confiança ainda, tanto que Dunga preferiu escalar Daniel Alves improvisado na esquerda ao invés do lateral do Internacional. A esperança fica nos pés de Fábio Aurélio, do Liverpool, que está voltando de uma artroscopia e fez uma excelente temporada na Inglaterra. No meio-de-campo Ramires provou com muita movimentação e velocidade que pode ser um bom titular. Sobre Kaká qualquer elogio é pouco. É o melhor jogador da nossa seleção e tem tudo para ser o grande destaque da Copa do Mundo. No ataque, Luis Fabiano vem demonstrando, com muita garra, que é artilheiro e vem fazendo o papel de atacante enfiado na área com muita competência. Apesar de não ser tão badalado, o faro de gol do Fabuloso vem acabando com as especulações e concorrências de Adriano, Ronaldo e Fred. No entanto, Robinho me preocupa. O atacante do Manchester City não mostra o seu potencial há muito tempo na Seleção. É necessário que alguém converse com ele e apresente um vídeo do Kaká para fazê-lo entender o que é um futebol objetivo. Chega de firulas. Mas o que mais chama a minha atenção é que Dunga não substitui Robinho de maneira nenhuma, o que acaba passando a mensagem de que está tudo ótimo, o que de fato não está. O atacante pode e deve render muito mais. Apesar disso tudo ou com isso tudo, o Brasil demonstrou o melhor futebol da competição, com deslocamentos rápidos, contra-ataques fulminantes, jogadas incisivas pelos lados e, principalmente, um espírito coletivo.
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terça-feira, 30 de junho de 2009
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